Com o crescimento da educação bilíngue no Brasil, especialista da Maple Bear explica por que aprender duas línguas desde cedo não atrasa o desenvolvimento infantil e pode ampliar competências para toda a vida
Com o avanço da educação bilíngue no Brasil e o aumento da procura por escolas com modelo de imersão, o debate sobre os impactos do aprendizado de duas línguas na infância ganhou ainda mais espaço. Entre as dúvidas mais comuns de famílias e educadores estão preocupações sobre possíveis atrasos na fala, confusão no aprendizado ou dificuldades no desenvolvimento infantil. No entanto, estudos recentes e especialistas da área da educação apontam justamente o contrário: aprender duas línguas desde cedo pode contribuir diretamente para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças.
Segundo Antonieta Megale, diretora acadêmica da Maple Bear Brasil e doutora em Linguística Aplicada, um dos principais mitos sobre o tema está relacionado à ideia de que o contato simultâneo com duas línguas pode prejudicar o desenvolvimento da fala.
“Sempre existiu a crença de que aprender duas línguas ao mesmo tempo poderia confundir a criança. Hoje sabemos que crianças pequenas são plenamente capazes de aprender duas línguas simultaneamente, especialmente quando essa aprendizagem acontece de maneira contextualizada, afetiva e significativa. O bilinguismo não atrasa a fala. Ele amplia possibilidades de comunicação, percepção de mundo e construção do conhecimento”, afirma.
A especialista explica que, na primeira infância, o cérebro apresenta elevada plasticidade, favorecendo o aprendizado de uma língua adicional. Por isso, metodologias baseadas em imersão e vivência cotidiana tendem a tornar a aprendizagem mais conectada à realidade da criança. Na Maple Bear, por exemplo, o inglês é inserido nas atividades do dia a dia por meio de brincadeiras, interação social, experimentação, música, leitura e situações reais de comunicação.
“A criança pequena aprende vivendo experiências. Quando ela participa de atividades em duas línguas dentro de um ambiente seguro e acolhedor, ela não aprende apenas uma nova língua. Ela desenvolve flexibilidade cognitiva, criatividade, autonomia, capacidade de resolução de problemas e habilidades de comunicação que acompanham toda a vida escolar”, destaca Antonieta.
Bilinguismo na infância amplia habilidades cognitivas, sociais e emocionais, afirma especialista