Close Menu
  • Música
  • Negócios
  • Famosos
  • Saúde
  • Cultura
  • Moda
  • Beleza
  • Lifestyle
  • Economia

Subscribe to Updates

Get the latest creative news from FooBar about art, design and business.

What's Hot

Teatro da Ilha promove aulões gratuitos de Samba

28 de January de 2026

Virada histórica em Portugal: MIF reúne mais de 2.500 pessoas na Meo Arena em uma das maiores celebrações gospel do país

28 de January de 2026

Brenno Casagrande segue agenda no pré-carnaval em Salvador com ensaio gratuito e presença no Furdunço

28 de January de 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
El Madrid Brasil
  • Música
  • Negócios
  • Famosos
  • Saúde
  • Cultura
  • Moda
  • Beleza
  • Lifestyle
  • Economia
Facebook X (Twitter) Instagram
El Madrid Brasil
Início » BLOG » Revista internacional Animals revela maus tratos em fazenda de jumentos no Brasil e perda de 60% desses animais nos últimos 5 anos
Lifestyle

Revista internacional Animals revela maus tratos em fazenda de jumentos no Brasil e perda de 60% desses animais nos últimos 5 anos

Candido Canales Urrútia26 de September de 202505 Mins Read
Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
Share
Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

Publicação “Donkey Slaughter in Brazil: A Regulated Production System or Extractive Model?” é assinada pela Universidade Federal de Alagoas

Entre 2017 e 2022, mais de 60% da população de jumentos no Brasil foi abatida, sobretudo no Nordeste, para atender ao mercado chinês de carne e de pele destinada à produção de ejiao — uma gelatina usada na medicina tradicional chinesa, sem comprovação científica. O dado foi revelado em estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), recentemente publicado na revista científica internacional Animals, reforçando o alerta de que a espécie corre risco de desaparecer.

Intitulado “Donkey Slaughter in Brazil: A Regulated Production System or Extractive Model?”, o documento assinado pelo professor Pierre Barnabé Escodro, doutor em Ciências pela UFAL, menciona a análise feita em 104 jumentos destinados ao abate, no ano de 2019, quando foi constatada a presença de animais em estado nutricional crítico, com inflamações e sinais evidentes de sofrimento. Exames identificaram animais com inflamações sistêmicas, doenças infecciosas e sinais claros de maus-tratos, confirmando que a atividade, além de cruel, representa uma ameaça à saúde pública.

Suas pesquisas concluíram que o sistema de criação de jumentos no Brasil segue um modelo claramente extrativista, voltado apenas à retirada de recursos, sem qualquer investimento em bem-estar ou sustentabilidade. Para o pesquisador, o modelo de abate praticado no Brasil segue uma lógica puramente extrativista: retira-se o máximo possível da natureza, sem levar em conta a taxa de reposição e boas práticas de biossegurança imprescindíveis sobretudo em um país com inegável vocação agrícola.

“Isso não só acelera o desaparecimento da espécie no país, como coloca em xeque a própria viabilidade econômica da atividade. O Brasil precisa decidir se seguirá um caminho científico e ético ou se continuará a reproduzir um ciclo de crueldade e exploração insustentável”, sentencia Escodro.

Resistência: do abandono ao acolhimento – Apesar do cenário crítico, iniciativas de resgate e adoção oferecem alternativas reais. Entre 2022 e 2025, o Grupo de Pesquisa e Extensão em Equídeos e Saúde Integrativa (GRUPEQUI/UFAL) resgatou 30 animais em situação de risco no Nordeste, e 57% deles já encontraram novos lares.

Na linha de frente internacional, a organização britânica The Donkey Sanctuary atua no Brasil com campanhas contra o abate, incentivo à adoção responsável e conscientização de tomadores de decisão para garantir que os jumentos, símbolos da resistência e da cultura nordestina, possam ter preservada sua dignidade.

Além disso, os projetos de acolhimento têm mostrado impacto direto na vida de pequenos agricultores e famílias da região. Muitos jumentos resgatados passaram a ser adotados como animais de companhia ou auxiliares em atividades rurais sustentáveis, fortalecendo vínculos comunitários e resgatando o papel histórico desses animais no semiárido. Essas experiências comprovam que políticas públicas de proteção, aliadas a iniciativas sociais e acadêmicas, podem construir alternativas viáveis e éticas ao abate massivo.

Chamado urgente – Para a doutora Patricia Tatemoto, PhD em Medicina Veterinária e porta-voz da The Donkey Sanctuary no Brasil, o país não pode permitir que um animal tão simbólico desapareça por pressão de mercados externos. “Estamos diante de um cenário alarmante de negacionismo da ciência. O jumento é parte da identidade brasileira e não pode ser tratado como mero subproduto de exportação. É preciso que o Brasil assuma sua responsabilidade ética e cultural de suspender imediatamente o abate”, afirma.

Segundo ela, o comércio de pele não traz benefícios sustentáveis para as comunidades locais. “Essa atividade promove risco reputacional ao agronegócio brasileiro, esvazia o semiárido de um dos seus símbolos mais fortes e coloca em risco a saúde pública. A alternativa está nas políticas de proteção, e soluções sustentáveis apontadas por estudos internacionais, que já têm mostrado resultados concretos em parceria com universidades e organizações sociais”, completa.

Enquanto o abate em massa continua, os pesquisadores tentam convencer os poderes Executivo e Legislativo para que a proibição do abate de jumentos vire lei no Brasil. Segundo um manifesto de 12 cientistas PhDs em diversas áreas do conhecimento, a justificativa econômica não sustenta a atividade extrativa hoje praticada, pois a atividade é cientificamente demonstrada como custo-proibitiva.

“Os jumentos sofrem em todas as fases do comércio de peles, desde a captura e transporte até o abate, sendo frequentemente mortos por trabalhadores não treinados com métodos tecnicamente não validados, o que causa sofrimento intenso. Além do sofrimento físico, esses animais têm danos psicológicos, muitas vezes resultando em doenças ou incapacidades”, relata o estudo da UFAL. “O abandono e as condições precárias em que os animais foram encontrados refletem todo o sofrimento a que a espécie tem sido submetida nos últimos anos, particularmente na região Nordeste, devido ao comércio descontrolado de peles”, conclui Pierre Escodro.

Sobre a The Donkey Sanctuary – A The Donkey Sanctuary é uma organização internacional de proteção animal dedicada a melhorar a vida de jumentos e mulas em todo o mundo, promovendo assim o desenvolvimento social e ambiental nas regiões onde vivem. No Brasil, sua missão é garantir o bem-estar e a sobrevivência do jumento nordestino – uma espécie única adaptada ao semiárido. Para combater a expansão do abate e da exportação desses animais, a ONG atua por meio de campanhas de conscientização, incidência política e apoio à pesquisa científica que ofereça alternativas sustentáveis.

Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
Últimas

Teatro da Ilha promove aulões gratuitos de Samba

28 de January de 2026

Virada histórica em Portugal: MIF reúne mais de 2.500 pessoas na Meo Arena em uma das maiores celebrações gospel do país

28 de January de 2026

Brenno Casagrande segue agenda no pré-carnaval em Salvador com ensaio gratuito e presença no Furdunço

28 de January de 2026

Tom Misch anuncia seu segundo álbum, “Full Circle”, e lança novo single, “Sisters With Me”

28 de January de 2026

Papa Roach lança novo single “Wake Up Calling”

28 de January de 2026
Acompanhe o El Madrid no Brasil!
  • Facebook
  • YouTube
  • TikTok
  • WhatsApp
  • Twitter
  • Instagram

Receba nossas atualizações

Receba o melhor do El Madrid no seu e-mail!

Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
  • Música
  • Negócios
  • Famosos
  • Saúde
  • Cultura
  • Moda
  • Beleza
  • Lifestyle
  • Economia
© 2026 ThemeSphere. Designed by ThemeSphere.

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.